Notícia: Cidadão discriminado por negligência da Administração- Simulação de Julgamento (jornalista)- Mariana Dias
Cidadão discriminado por negligência da administração
Na terça passada, Portugal testemunhou um caso de negligência administrativa, discriminação étnica e abuso do poder, envolvendo um cidadão angolano, Sandokan da Silva.
Este cumpre as suas obrigações, trabalha, está inscrito na Segurança Social, frequenta as aulas de português e participa na paróquia local, o que nos leva a concluir que se integra na comunidade portuguesa sem qualquer conflito. Com isto, esperava ter a sua situação legal, em Portugal.
Mas, nenhuma resposta foi dada, por parte da Administração. O “doce-veneno” das autoridades tornou-se numa violação dos direitos fundamentais, que originam consequências diretas para a sua honra, integridade moral e psíquica.
Em audiência, foi possível destacar das testemunhas casos de favoritismo e de algum racismo para Sandokan.
Por oposição, o caso de Thomas, que também era imigrante e conseguiu regularizar a sua situação em tempo recorde, com a ajuda de Sandokan que lhe disse quais eram os documentos essenciais. Ora tudo isto é como um “grito silencioso”, pois Sandokan foi altamente ignorado.
A verdadeira questão é se, na verdade, não foi por este ser “preto” que atrasaram o processo de regularização em Portugal.
Para piorar a sua situação, Sandokan também foi proibido de abrir uma conta bancária, o que afetou a sua vida social, psicológica e financeira que, tal como disseram os seus advogados, “é um atentado à dignidade humana”.
O caso de Sandokan não é um caso isolado. É um retrato de como está o sistema português, com falhas na proteção dos mais vulneráveis. Um processo que, naturalmente, carece de alguma burocracia, transformou-se em discriminação e má-fé institucional.
A conclusão fica em aberto, e a pergunta permanece e ecoa na mente de todos “Quantos Sandonkans mais terão de passar por isto até que o Estado assuma as suas responsabilidades e deixe a “cor da pele” de parte?”.
Confiamos na Justiça ou na falta de imparcialidade por parte das juízas (acusação utilizada em julgamento por parte de um dos advogados de Sandokan).
140123225- Mariana Dias
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